Revista Princípios Digital

quinta-feira, 24 de março de 2011

PCdoB na TV: o partido que “joga para o Brasil vencer!

“O partido do socialismo. Há 89 anos jogando para o Brasil vencer.” É assim que o PCdoB se apresentou em rede nacional, na noite desta quinta-feira (24), durante a exibição de sua propaganda partidária. Nesta sexta-feira, 25 de março, o Partido completa 89 anos.

terça-feira, 22 de março de 2011

PCdoB 89 anos de lutas junto ao povo brasileiro



PCdoB vai ao ar em programa de TV e rádio nesta quinta 24/03/2011

Na véspera de completar seus 89 anos, o PCdoB vai ocupar cadeia de rádio e TV em todo o país. Será nesta quinta-feira, dia 24, em um programa em que os milhões de brasileiros verão o vermelho dos comunistas se misturar com o verde e amarelo da bandeira nacional. O programa será veiculado às 20h30 na TV e às 20 horas no rádio. Nos dias seguintes, até 2 de abril, irão ao ar as inserções de 30 segundos.

Neste ano de 2011, o Partido Comunista do Brasil completa 89 anos de sua gloriosa trajetória. A fundação do Partido Comunista marcou uma guinada na história no Brasil. Desde a fundação, em 25 de março de 1922 na cidade de Niterói (RJ), os comunistas, enquanto uma organização transformadora são partícipes de grandes lutas do povo brasileiro.

Enfrentou e venceu os períodos ditatoriais do sistema capitalista brasileiro, lutou contra e derrotou o nazi-facismo e pela redemocratização do Brasil. Defendeu a criação da PETROBRAS, leis trabalhistas de interesse dos trabalhadores, liberdade religiosa, etc...  A história do PCdoB é de lutas em defesa dos interesses do(a)s trabalhadore(a)s. Nos tempos atuais não é diferente: defendemos a redução da jornada de trabalho, fim do fator previdenciário, valorização do salário mínimo, correção da tabela do Imposto de Renda, discordância com a política macroeconômica – juros altos e cortes de gastos para combater inflação, reforma política que fortaleça os partidos e aprofunde a democracia, reformas financeira e tributária que ajudem o desenvolvimento e a distribuição de renda, reforma da educação, reforma da saúde com aperfeiçoamento do SUS, democratização dos meios de comunicação e de massa, reforma agrária; reforma urbana, etc.

Enfim, para entender a tática revolucionária adotada atualmente pelo PCdoB é fundamental ler, estudar e entender o nosso atual programa socialista, que é um guia fundamental no processo de acumulação de forças para a construção da sociedade socialista no Brasil.

É com esta mentalidade que os comunistas capixabas convidam você para participar de SEÇÃO EM HOMENAGEM AOS 89 ANOS DE FUNDAÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL - PCdoB, no dia 25 de março, sexta-feira, NO PLENÁRIO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – ALES, ÀS 18h: 30min. 

Contamos com sua presença.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Os 128 anos da morte de Karl Marx



Em livro publicado no início deste ano pela editora Little, Brown na Inglaterra, sob o título de “Como mudar o mundo” (How to Change de World) o escritor marxista Eric Hobsbawm recupera - logo em seu primeiro capítulo (Marx, Hoje) – um evento chamado Semana Judaica do Livro realizada em 2007, em Londres, duas semanas antes do dia em que se lembra a morte de Karl Marx, em 14 de março. O tal evento ficava bem perto de onde se localiza a área da capital londrina mais associada à vida do fundador do marxismo: o chamado Round Reading Room (a sala de leitura principal) do Museu Britânico, situado na Great Russell St.

Naquela ocasião, dois diferentes pensadores – Jacques Attali e o próprio Hobsbawm – foram convidados a fazer uma homenagem póstuma em memória de Marx. Em seu texto, o autor argumenta que não se poderia dizer que Marx havia sido coberto de insucessos em 1883, pois seus escritos começavam a causar impacto na Alemanha e especialmente entre os intelectuais russos da época, além de galvanizar um movimento social liderado por seus discípulos que estava em curso no ambiente sindical e trabalhista alemão.

Mas, de fato, havia pouco material disponível que revelasse o trabalho de toda uma vida. Ele escrevera alguns textos brilhantes e o tronco principal de sua mais importante obra, O Capital, texto sobre o qual dedicara os últimos dez anos de sua vida, enfrentando grandes dificuldades. “Que obras?”, perguntou Marx de forma ácida quando um visitante o questionara a respeito de seus trabalhos... relembrou Hobsbawm em sua palestra. O esforço político organizativo mais significativo de Marx desde a débâcle da revolução de 1848, a então chamada Primeira Internacional de 1864—73, havia se desfeito. Além disso, ele não conseguira alcançar uma posição de destaque na vida política e intelectual da Inglaterra, onde havia vivido quase metade de sua vida, como exilado.

E apesar de tudo isso, disse Hobsbawm, que extraordinário sucesso póstumo! Após vinte e cinco anos de sua morte os partidos políticos das classes trabalhadoras européias fundados em seu nome – ou que se diziam inspirados por Marx – conquistaram de 15 a 47% dos votos nos países que adotavam eleições democráticas – com a única exceção da Inglaterra. Depois de 1918, continuou ele, a maior parte destes partidos se tornou partícipe de governos, não apenas partidos de oposição, e permaneceram como tais mesmo após o fim do fascismo, apesar de que muitos deles ansiarem por renegar sua origem... Todos eles ainda mantêm sua organização em funcionamento.

Neste meio tempo, discípulos de Marx criaram grupos revolucionários em países não-democráticos e no terceiro mundo. Passados setenta anos da morte de Marx, um terço da humanidade vivia sob regimes comandados por partidos comunistas que se propunham representar as ideias e aspirações marxistas. Deste terço do planeta, hoje pelo menos 20% ainda se declara socialista, apesar de que os partidos no poder, com algumas exceções, tenham dramaticamente alterado suas políticas – no entendimento de Hobsbawm. Em resumo, diz ele, se algum pensador deixou sua marca indelével no século XX, esta figura foi Marx.


Túmulo de Karl Marx, no cemitério de Highgate, em Londres

Percorrendo as ruelas do cemitério de Highgate, onde estão depositados os restos mortais de dois filósofos do século dezenove – Karl Marx e Herbert Spencer – nota-se que curiosamente eles estão colocados frente a frente. Quando ambos estavam vivos, Herbert era conhecido como o Aristóteles da sua época, e Karl um sujeito que vivia na periferia de Hampstead à custa dos recursos de um amigo seu... Hoje em dia ninguém sabe que Spencer está enterrado lá, enquanto peregrinos do Japão e da Índia visitam o túmulo de Karl Marx e exilados comunistas iranianos e iraquianos insistem em serem queimados sob sua memória.

Hobsbawn relativiza a pesquisa realizada entre os ouvintes e telespectadores da BBC, a rede pública de informação britânica, que colocou Karl Marx como o maior filósofo de todos os tempos, mas lembrou em seu arrazoado que se colocarmos o nome de Marx na ferramenta de busca do Google, ele permanece com o maior número de referências, apenas superado por Darwin e Einstein, mas muito à frente de Adam Smith e Freud.

O autor do livro lançado, ainda sem tradução para o português, lembrou naquele ato que o grande interesse na obra de Marx, de forma contraditória, ganhou grande impulso recentemente com o desencadeamento da grande crise econômica e financeira a partir do epicentro nos Estados Unidos. Contou, então, que encontrara com George Soros e que este lhe havia perguntado o que pensava sobre Karl Marx. Ao que Hobsbawm – sabedor das profundas diferenças de visão entre ambos – verbalizou uma resposta ambígua qualquer. Soros acabou dizendo, em seguida, que “há 150 anos aquele homem descobriu algo sobre o capitalismo que precisamos levar em conta atualmente”. Logo depois deste fato, Hobsbawm começou a perceber um número crescente de intelectuais que nunca haviam se apresentado como de esquerda fazer referências às obras marxistas. Como Jacques Attali, seu companheiro de seminário naquele dia, autor de obra sobre a vida e o estudo desenvolvido por Marx.

Por fim, Hobsbawm lembrou que o jornal conservador inglês Financial Times, de outubro de 2008, estampou na primeira página o título: Capitalismo em convulsão, não restara dúvidas que Marx voltava à cena pública. Enquanto o capitalismo atravessa uma de suas piores crises desde a década de 1930, ele provoca o reaparecimento de seu pensamento. Por outro lado, segundo o autor, o Marx do século XXI será, certamente, bem diferente do Marx do século XX.

Acima, foi reproduzo o artigo de Renato Rabelo, publicado em seu blog.

terça-feira, 8 de março de 2011

8 de Março Dia das Mulheres do Mundo

O Dia de Luta das Mulheres do Mundo começou no ano de 1911, a 1ª celebração do Dia da Mulher foi proposta da marxista alemã Clara Zetkin na Conferência Internacional da Mulher Socialista (Dinamarca, 1910). Calcula-se que teve cerca de 1 milhão de participantes. Anos depois, a data se fixaria no dia 8 de março.

Cartaz Alemão 
para o 8 de Março de 1914
Diversos fatos históricos marcaram e contribuíram para a criação deste dia de luta e comemoração. O principal deles foi em 08 de março de 1911, em uma passeata de grevistas em Petrogrado na Rússia (S. Petersburgo), a maioria dos participantes eram mulheres, foi violentamente reprimida pelo tzar com 1.500 mortos, é o estopim da Revolução de Fevereiro na Rússia  (o calendário russo é 13 dias atrasado). Em 1921, um decreto de Lênin na já então Rússia soviética institui a data como Dia Internacional das Mulheres.

Foto da passeata de 1911

Neste 8 de março de 2011, aqui no nosso Brasil, saúdo as mulheres brasileiras  e ao mesmo tempo que me somo as comemorações deste dia que tem sido uma marca na luta das mulheres do mundo inteiro.

Este é um momento significativo para as mulheres brasileiras, o país, pela primeira vez na sua história, é presidido por uma mulher em seu cargo de maior poder e de comando das forças armadas brasileiras, a presidenta Dilma Rousseff. A presidenta Dilma, no poder, já assumiu o compromisso de combate à pobreza e estimula as mulheres a assumirem os rumos da nação. A eleição de Dilma, mais que uma decisão e um recado do nosso povo trabalhador, é o resultado de nossa luta, pode representar a possibilidade de avanços significativos nas políticas públicas de atenção às mulheres brasileiras.

Dilma foi a vitória de um projeto político das forças democráticas que depositaram suas esperanças na capacidade de uma mulher fazer avançar as transformações iniciadas no governo do ex-presidente Lula e, que também, aponta para a superação de preconceitos e discriminações que foram mantidos e também gerados e aprofundados no capitalismo.

Há uma dialética a ser vivida e não mais apenas professada. Superar a subestimação da presença das mulheres em postos de poder, como condição para a construção de uma sociedade mais democrática, criando condições para que a mulher se realize enquanto sujeito emancipado.

UBM reivindica compromissos assumidos com as mulheres

No nosso país a União Brasileira de Mulheres [UBM], [www.ubmulheres.org.br/] é o símbolo da organização desta luta. Devemos estar sempre junto às mulheres que vão às ruas pela valorização do trabalho, por creches, pela real implementação da Lei Maria da Penha, em defesa do SUS, em defesa do aborto como questão de saúde pública e da sua legalização, perseguindo sempre a efetivação das políticas sociais. Onde até em  funções polêmicas como a de papa, padres e grão mestres e etc, poderão ser assumidas de fato por mulheres que tenham esta vocação para exercer comando nestas funções tradicionalmente mantidas nas mãos de homens. As mulheres querem mais que mera atenção, mais que mobilidade social, querem, também, decidir e avançar acumulando forças para a conquista de uma sociedade mais justa, mais igual, onde a riqueza que é produzida pelas trabalhadoras fique com elas, ou seja, isso já é possível de ser conquistado agora e será possível plenamente na sociedade socialista.


Devemos reconhecer que a injusta discriminação das mulheres precisa ser superada e questionada na ordem estabelecida pela regência do capitalismo, do patriarcado e do autoritarismo religioso obscurantista. Por isso devemos valorizar o processo de aprofundamento democrático como fundamental à caminhada emancipadora das mulheres.

Viva o Dia Internacional da Mulher!
Viva a Luta das Mulheres!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Fim do Carnaval Inicio do Ano Novo Brasileiro

Neste momento é 07 de março de 2011, 23h e o século 21 da "civilização ocidental" já segue a todo vapor, hoje estamos caminhando para o fim do nosso carnaval e consequentemente iniciaremos o Ano Novo Brasileiro. Na prática o carnaval é o marco do início do Ano Novo Brasileiro, é a tradição do nosso povo. Momento apropriado para também iniciar as atividades do Blog do Ricardo Tristão. Adiei a criação deste blog ao máximo mas não houve jeito, tive que me render aos blogs e sua popularização. Enfim, virei blogueiro!

Habituado a programar computadores, criar websites e dar consultoria para internet eu achava desnecessária e limitada esta ferramenta, e realmente era! Mas o crescimento vertiginoso das redes sociais e as interconexões destas ferramentas me fizeram voltar atrás e aderir a esta forma de comunicação interna da internet. Assim, discutirei aqui as questões do meu cotidiano que merecem ser divulgadas e principalmente polemizadas e problematizadas do ponto de vista de um livre pensador comunista!

Como disse acima, o século 21 já segue a todo vapor, 2011 inicia com um ar de alívio pelo dever cumprido com o proletariado brasileiro e mundial. Alivio pela eleição da companheira Dilma Roussef, nossa 1ª Presidenta do Brasil, fizemos história. Continuidade do governo do Presidente Lula, 1º operário presidente do Brasil e tido hoje como o melhor governo de toda a história do Brasil, também outro fato histórico. A eleição de Dilma representou também a derrota das forças neoliberais, da direita fascista  e das forças obscurantistas que tentaram ressuscitar das catacumbas da idade média e dos escombros mais obscuros do já destruído Império Romano... Mas a luta ainda continua, nunca tem fim está sempre em movimento, só que agora ela se dará em outras frentes, onde sempre as forças obscurantistas tentam fazer retroceder a história da humanidade! Sempre tentando escravizar as mentes e os nossos corpos!

Nós comunistas seguimos contribuindo com a sustentação deste governo progressista e acumulando forças neste período da nossa história de 89 anos de lutas e vitórias do Partido Comunista do Brasil e do nosso povo, sempre fazendo nosso país avançar. E assim vai se cumprindo as análises do camarada João Amazonas que dizia, "Assim será o século 21. Em seus começos, haverá sombras e luzes, mais sombras do que luzes. Depois, o quadro se inverterá. A humanidade viverá tempos de grandes esperanças.".

Por enquanto é só isso, para iniciarmos este Blog do Ricardo Tristão já esta em boa medida... vamos ficar como se estivéssemos à margem do cosmos, ou como um de meus mestres gostava de dizer, as margens do oceano cósmico pronto para entende-lo, apenas atuando e analisando os fatos, para então agir sobre eles, interagir e compreende-los como eles são e não como gostaríamos que fossem!

Venha comemorar com os comunistas


Voltarei a qualquer momento discutindo as questões de nosso cosmos...

Ricardo Tristão
Web Master e graduando em Ciências Sociais [UFES]