Revista Princípios Digital

terça-feira, 8 de março de 2011

8 de Março Dia das Mulheres do Mundo

O Dia de Luta das Mulheres do Mundo começou no ano de 1911, a 1ª celebração do Dia da Mulher foi proposta da marxista alemã Clara Zetkin na Conferência Internacional da Mulher Socialista (Dinamarca, 1910). Calcula-se que teve cerca de 1 milhão de participantes. Anos depois, a data se fixaria no dia 8 de março.

Cartaz Alemão 
para o 8 de Março de 1914
Diversos fatos históricos marcaram e contribuíram para a criação deste dia de luta e comemoração. O principal deles foi em 08 de março de 1911, em uma passeata de grevistas em Petrogrado na Rússia (S. Petersburgo), a maioria dos participantes eram mulheres, foi violentamente reprimida pelo tzar com 1.500 mortos, é o estopim da Revolução de Fevereiro na Rússia  (o calendário russo é 13 dias atrasado). Em 1921, um decreto de Lênin na já então Rússia soviética institui a data como Dia Internacional das Mulheres.

Foto da passeata de 1911

Neste 8 de março de 2011, aqui no nosso Brasil, saúdo as mulheres brasileiras  e ao mesmo tempo que me somo as comemorações deste dia que tem sido uma marca na luta das mulheres do mundo inteiro.

Este é um momento significativo para as mulheres brasileiras, o país, pela primeira vez na sua história, é presidido por uma mulher em seu cargo de maior poder e de comando das forças armadas brasileiras, a presidenta Dilma Rousseff. A presidenta Dilma, no poder, já assumiu o compromisso de combate à pobreza e estimula as mulheres a assumirem os rumos da nação. A eleição de Dilma, mais que uma decisão e um recado do nosso povo trabalhador, é o resultado de nossa luta, pode representar a possibilidade de avanços significativos nas políticas públicas de atenção às mulheres brasileiras.

Dilma foi a vitória de um projeto político das forças democráticas que depositaram suas esperanças na capacidade de uma mulher fazer avançar as transformações iniciadas no governo do ex-presidente Lula e, que também, aponta para a superação de preconceitos e discriminações que foram mantidos e também gerados e aprofundados no capitalismo.

Há uma dialética a ser vivida e não mais apenas professada. Superar a subestimação da presença das mulheres em postos de poder, como condição para a construção de uma sociedade mais democrática, criando condições para que a mulher se realize enquanto sujeito emancipado.

UBM reivindica compromissos assumidos com as mulheres

No nosso país a União Brasileira de Mulheres [UBM], [www.ubmulheres.org.br/] é o símbolo da organização desta luta. Devemos estar sempre junto às mulheres que vão às ruas pela valorização do trabalho, por creches, pela real implementação da Lei Maria da Penha, em defesa do SUS, em defesa do aborto como questão de saúde pública e da sua legalização, perseguindo sempre a efetivação das políticas sociais. Onde até em  funções polêmicas como a de papa, padres e grão mestres e etc, poderão ser assumidas de fato por mulheres que tenham esta vocação para exercer comando nestas funções tradicionalmente mantidas nas mãos de homens. As mulheres querem mais que mera atenção, mais que mobilidade social, querem, também, decidir e avançar acumulando forças para a conquista de uma sociedade mais justa, mais igual, onde a riqueza que é produzida pelas trabalhadoras fique com elas, ou seja, isso já é possível de ser conquistado agora e será possível plenamente na sociedade socialista.


Devemos reconhecer que a injusta discriminação das mulheres precisa ser superada e questionada na ordem estabelecida pela regência do capitalismo, do patriarcado e do autoritarismo religioso obscurantista. Por isso devemos valorizar o processo de aprofundamento democrático como fundamental à caminhada emancipadora das mulheres.

Viva o Dia Internacional da Mulher!
Viva a Luta das Mulheres!

3 comentários:

  1. Opsss, olha o camarada ai! Demorou mais saiu. Parabéns pelo trabalho, só não pare. Sucesso.

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  2. Ricardo,
    Infelizmente, as desigualdades só serão superadas quando não mais houver o dia da mulher, ou o dia do índio ou dia da consciência negra. Porque não há o dia específico do homem branco... O dia da mulher celebra as conquistas, mas é como se a sociedade machista se rematasse com os outros 364 dias do ano!

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  3. Concordo Cássio!
    Estamos juntos na luta por dias melhores para todas e todos!

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