Revista Princípios Digital

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

DIMINUIU BRUSCAMENTE O NÚMERO DE MANIFESTANTES

Todos sabemos que a Globo/PIG não tem credibilidade e nenhum compromisso com a realidade materialista dos fatos. Seja de esquerda ou de direita, quando se trata de número de manifestantes na rua, os dados são sempre viciados e atendem aos interesses das classes dominantes de nosso país...

Mas neste infográfico acima, um FATO, uma informação valiosa, verdadeira e confiável é passada de maneira clara, percebe-se uma TENDÊNCIA DE QUEDA VIOLENTA no suposto número de manifestantes na rua protestando CONTRA A DEMOCRACIA neste 13/122015 !

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Senador americano diz que EUA ainda armam terroristas na Síria

O presidente sírio Bashar Assad recebeu na terça-feira (24) uma carta do senador norte-americano Richard Black, contendo pesadas críticas à política intervencionista dos EUA e elogios à iniciativa russa na Síria. Em entrevista à Sputnik, ele afirmou que “mais pessoas reconhecem agora o absurdo de se aliar a terroristas contra a Síria”.


Terroristas da "oposição" síria ajudados pelos Estados UnidosTerroristas da "oposição" síria ajudados pelos Estados Unidos














Em sua carta, Black disse que o conflito no país foi gerado de fora, constituindo “uma guerra ilegal de agressão por potências estrangeiras determinadas a forçar um regime fantoche sobre a Síria”.

À Sputnik, o senador lembrou que, em 2001, o general Wesley Clark – ex-líder do Comando Europeu, que inclui todas as atividades militares dos EUA em 89 países e territórios na Europa, África e Oriente Médio – revelou planos de Washington de derrubar sete “nações pacíficas, incluindo a Líbia e a Síria”.

“Aqueles planos levaram aos piores desastres da política externa na história dos EUA”, disse Black.

Segundo ele, a Agência Central de Inteligência (CIA) norte-americana elaborou um pretexto para atacar a Líbia, a fim de enviar as armas do então presidente Muammar Khaddafi para a Turquia e, assim, derrubar eventualmente “o governo estável e secular da Síria”.

“Antes mesmo que a Líbia tivesse entrado em colapso, agentes começaram a enviar armas apreendidas para a Turquia a partir de uma base aérea líbia ocupada. A Turquia forneceu essas armas a terroristas sírios por anos”, disse ele.

O senador, representante do estado da Virgínia, disse ainda que “as agências de inteligência ocidentais instigaram a revolução síria a fim de derrubar o Presidente Assad”, cuja liderança secular seria repudiada pela Arábia Saudita e pela Turquia, que, segundo Black, prefeririam ver na Síria uma “severa ditadura islâmica”.

“Se os turcos e sauditas forem bem-sucedidos, eles vão instalar um brutal regime islâmico dominado pelo Estado Islâmico ou pela Al-Qaida. Um banho de sangue massivo, com o estupro e a escravização de cristãos, alauítas, drusos e muçulmanos moderados se seguirá inevitavelmente”, disse ele à Sputnik.

Ainda segundo o senador norte-americano, o ataque químico de Ghouta, ocorrido em agosto de 2013 nos arredores de Damasco, foi “encenado por rebeldes para atrair a América [os EUA] para um combate direto contra a Síria”. O fato, segundo lembrou o político, foi confirmado pelo ganhador do Pulitzer Seymour Hersh, que afirma que o ataque com gás sarin na Síria foi realizado por rebeldes sob a direção de agentes da inteligência turca.

Em sua carta a Assad, Black expressou decepção diante da maneira com a qual os EUA responderam a ajuda da Rússia para a Síria – enviando mísseis antitanque TOW a terroristas. Criticando a loucura de tentar separar os "bons terroristas", aos quais as armas seriam enviadas, em oposição aos "maus terroristas" que ficariam privados delas, o senador acrescentou que o envio dos mísseis por parte dos EUA é extremamente irresponsável, na medida em que armas antitanque têm longo alcance e podem ser usadas para atacar e destruir aviões de passageiros que estiverem decolando.

À Sputnik, Black disse que, apesar do anúncio sobre o encerramento do programa de treinamento de “rebeldes moderados” da Síria por parte do Pentágono, “os EUA continuam profundamente envolvidos em treinar terroristas e em armá-los para confrontar as legítimas forças sírias”.

“Nos últimos quatro anos, os EUA treinaram 200 terroristas a cada mês apenas em bases na Jordânia. Essas jihadistas atravessam regularmente a fronteira para invadir a Síria. A CIA também administra campos de treinamento na Arábia Saudita, no Qatar e na Turquia. Dezenas de milhares de caminhões Toyota equipados com canhões de 23 mm estão sendo entregues nos portos da Turquia, a partir da Croácia, e sendo entregues a facções ligadas ao Estado Islâmico e à Al-Qaida que lutam na Síria”, disse ele.

Black observou ainda que a onda de refugiados da guerra civil síria, que já dura mais de 5 anos, só tomou as atuais proporções dramáticas na Europa “depois que o presidente [turco Recep Tayyip] Erdogan consolidou poder total na sequência das recentes eleições”.

“Eu tenho um profundo afeto pelo povo sírio, mas seu lar é na Síria. Em vez de reassentá-los no exterior, deveríamos parar de fornecer armas aos terroristas e trazer um fim à guerra”, declarou o senador à Sputnik.

De fato, segundo ele, as nações ocidentais que começaram a guerra teriam a capacidade de acabar com ela se assim o desejassem.

“Não se engane, a guerra continua unicamente porque a coligação continua a jogar lenha na fogueira. Esta guerra é impulsionada por uma série de coisas relacionadas, incluindo: 1 — os petrodólares sauditas, financiando enormes compras de armas de comerciantes de armas ocidentais; 2 — a Turquia mantendo lacunas na fronteira, através das quais ela inunda os [grupos] afiliados do Estado Islâmico e da Al-Qaida de jihadistas, veículos e armas; e 3 — comerciantes de armas ocidentais fornecendo mísseis antitanque e antiaéreos para os jihadistas”, concluiu o senador norte-americano.


Fonte: Sputnik e Portal Vermelho [ http://www.vermelho.org.br/noticia/273333-9 ]

sábado, 7 de novembro de 2015

7 de novembro: Os 98 anos da Revolução Russa


Acontecimento marcante do século 20, muda a história do país e do mundo. Primeiro estado de operários e camponeses, coloca em prática o marxismo-leninismo e constrói a primeira experiência socialista da humanidade. Seu fim é consequência de alguns erros e da contrarrevolução. Seu fim foi uma tragédia histórica que abalou a vida de quase 300 milhões de pessoas nos 15 estados que compunham a União Soviética.


No desfile dos 70 anos da Vitória na Segunda Guerra, os símbolos do socialismo voltaram à Praça Vermelha, em MoscouNo desfile dos 70 anos da Vitória na Segunda Guerra, os símbolos do socialismo voltaram à Praça Vermelha, em Moscou
Efe
















A nova Rússia, capitalista, é comandada por Boris Iéltsin, um liberal que se aproveita da dissolução do socialismo e do partido comunista incitadas por Mikhail Gorbachov para aplicar o neoliberalismo no país, conduzindo assim a economia quase ao extermínio. A queda do PIB russo faz com que o país volte a níveis econômicos anteriores aos da Segunda Guerra.

A Rússia perde influência política na Europa e no mundo. O bloco socialista, varrido pela contrarrevolução, passa à esfera de influência dos Estados Unidos. A Otan investe nas ex-repúblicas soviéticas. Cria-se um "cordão sanitário" - que de saudável não tem nada - ao redor da Rússia.

A burguesia nacionalista, emergente após a contrarrevolução e as reformas de Iéltsin, toma o poder e Vladímir Putin é seu representante. A Rússia inicia uma viragem. Acuada pelo imperialismo, para sobreviver como território soberano, baseia-se no anti-imperialismo soviético, nascido na Revolução, para defender-se da pressão cada vez maior do ocidente.


Resulta disso uma nova relação com a China, além da criação e manutenção da Organização de Cooperação e Segurança de Xangai, um olhar mais atento à Ásia e também o início de novas parcerias, como a mais bem sucedida até o momento que é a participação russa no grupo Brics.

Esse grupo, uma criação artificial de um analista econômico da Goldman-Sachs para separar as nações "emergentes" mais significativas e de maiores economias do século 21, acaba alavancando o início de uma nova política multilateral no planeta, com a participação da segunda maior economia, a China, e de governos progressistas como os do Brasil e o da África do Sul, além da Índia e da própria Rússia.

25 anos após a contrarrevolução, os russos continuam se destacando na produção de petróleo, de armamentos e na indústria aeroespacial. Apesar disso, foi somente em 2010 que o país equiparou seu PIB com o de 1990 e passou a crescer.

No plano militar, a Otan e seu "cordão sanitário" representam a ameaça de uma nova guerra fria, desta vez às portas de Moscou, já que ex-repúblicas soviéticas, como as do Báltico e a Geórgia, participam do pacto militar do Atlântico Norte.

Em agosto de 2008 a Geórgia irrompe militarmente contra a Ossétia do Sul, uma região autônoma que tinha uma guarnição de paz da ONU formada por soldados russos, iniciando uma guerra que terminará com a vitória russa e a consequente saída da Ossétia do Sul da jurisdição georgiana. A Ossétia declara independência e solicita formalmente ingresso na ONU. A Abecásia, outra região da Geórgia, também aproveita o momento e se declara independente.

Seis anos depois, um novo golpe de Estado se desenvolve na Ucrânia. Os fascistas tomam o poder em fevereiro de 2014, ao mesmo tempo que o leste do país, uma região onde o idioma russo predomina, se subleva e parte para a luta contra os golpistas.

A região da Crimeia, parte da Rússia até 1954 e sede do porto mais importante da Marinha Russa, em Odessa, também se subleva e pede a separação da Ucrânia. Em plebiscito, reunifica-se com a Rússia, o que eleva a tensão entre os Estados Unidos e seus aliados na Europa contra os russos.

A guerra se alastra no oriente ucraniano. As regiões da Bacia do rio Don, ou Donbass, como é conhecida a área que compreende Lugansk e Donetsk, declaram não reconhecer o governo central, pedem autonomia e criam suas repúblicas populares, inspiradas na organização da antiga União Soviética.

Vladímir Pútin, atual presidente da Rússia, é antigo agente do serviço de inteligência soviético, o Comitê de Defesa do Estado (KGB, na sigla em russo). Seu partido, Rússia Unida, tem inspiração social-democrata e nacionalista. Seu principal rival é o PC da Federação Russa, herdeiro do extinto PCUS e que há mais de 20 anos tem se batido contra o capitalismo reinstalado na Rússia, apesar da forte repressão.

Domenico Losurdo, em um dos artigos que ilustra esse especial, diz: "A União Soviética cede o lugar à Santa Rússia, a bandeira vermelha à tricolor czarista, Leningrado volta a se chamar São Petersburgo, os sovietes são bombardeados ou dissolvidos por Boris Yeltsin para serem substituídos pelas dumas, de feliz memoria czarista". Embora o socialismo tenha deixado de existir, suas conquistas e feitos ainda são sentidos e notados na Rússia e o povo ainda guarda o episódio com respeito e admiração.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

PCdoB, o partido da coragem!

Bravura, força, audácia, estes são os sinônimos de coragem, e em tempos obscuros, os comunistas nunca deixaram de lutar pelo que acreditam. Coragem é a marca dos comunistas desde a sua fundação em 1922. “A história nunca se esquece daqueles que têm coragem de lutar pelo seu país e por sua gente”. Esta foi a mensagem do Partido Comunista do Brasil em seu programa de rádio e televisão que foi ao ar em todo o país na noite desta quinta-feira (29).

Por Eliz Brandão do Portal Vermelho 


Em seus 93 anos, o partido mais antigo do país foi apresentado pela deputada estadual pelo PCdoB de São Paulo, Leci Brandão. A cantora e compositora, umas das mais importantes intérpretes da música popular brasileira, que este ano comemora 40 anos de carreira musical, transmite uma emocionante mensagem aos telespectadores.

O programa de 10 minutos homenageou ainda aos homens e mulheres que escreveram e escrevem a história do Partido Comunista do Brasil. A ideia foi retratada através de imagens do acervo da Fundação Maurício Grabois, e apresentou no programa as lutas travadas pelo Partido e pelas suas principais lideranças ao longo da história até os dias de hoje. 

A luta em defesa da democracia, por uma nação soberana, democrática e igualmente justa, contra o ódio e a intolerância, também foi ressaltada pelos comunistas no programa. 

A coragem dos comunistas foi representada nas falas do ministro da Defesa, Aldo Rebelo, da senadora Vanessa Grazziotin, da líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali, do vice-líder do governo na Câmara, deputado Orlando Silva, do presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adílson Araújo, e dos jovens que atuam na União da Juventude Socialista (UJS) e nas entidades estudantis, como Renan Alencar, presidente da UJS, Carina Vitral, presidenta da UNE, Bárbara Melo, presidenta da Ubes e André Tokarski, secretário nacional de Juventude do PCdoB, entre outros. 

A presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos faz uma fala contundente da conjuntura política atual, segundo ela, a democracia corre riscos no país, pois a oposição, após perder três eleições seguidas, tenta voltar ao poder a qualquer custo. Para a presidenta comunista, a democracia deve ser respeitada. “E não permitiremos que usem uma crise passageira como pretexto para um golpe. Para interromper um projeto de governo que teve coragem de fazer o que eles não fizeram”, afirma. 

Ainda sobre os intentos golpistas, o programa é encerrado com uma forte mensagem dos comunistas, interpretada por Leci Brandão: “ Golpe é o artifício dos que não conseguem convencer pelas suas ideias. Eles sabem que o povo não esquece o que sofreu quando eles governaram. E que se comparar números do que cada governo realizou, vão perder de novo. O PCdoB está sempre pronto para confrontar ideias, respeitando o direito que todos têm de pensar diferente. Mas também está preparado se o confronto for em outro campo. Os homens e mulheres do partido da coragem mais uma vez vão enfrentar os poderosos para defender a democracia. E precisa de você, de todos, lutando juntos. Se eles quiserem mostrar tamanho, seremos maiores. Se tentarem ganhar no grito, gritaremos mais alto. E se quiserem medir força, seremos mais fortes que eles. Levamos muito tempo para conquistar o que temos hoje. E não vamos permitir que os que nos prejudicaram no passado, também estraguem o nosso futuro”. 

Assista a íntegra do programa de 10 minutos:

A propaganda partidária nacional é de responsabilidade da secretaria de comunicação do PCdoB, dirigida por Júlio Vellozo. A produção da campanha foi realizada pelo publicitário Marcelo Brandão. A produção executiva foi de Eliz Brandão.
Do Portal Vermelho 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Acompanhe agora AO VIVO, as atividades ANTITERRORISTAS, direto da Base Aérea da Rússia na Síria

O Partido da Imprensa Golpista Mundial CENSUROU, mas aqui nós vamos mostrar tudinho! Acompanhe agora AO VIVO, as atividades ANTITERRORISTAS, direto da Base Aérea da Rússia na Síria, contra as forças MERCENÁRIAS treinadas, organizadas, armadas e financiadas pela Europa fascista e pelos Estados Unidos Terroristas da América, os financiadores e organizadores dos terroristas do "Estado Islâmico"! 

Assista ao vivo abaixo:


Assista também à TV Russa AO VIVO em espanhol, 
liberte-se do PIG Global:




Assista as atividades na base neste link



domingo, 18 de outubro de 2015

Reflexões sobre perspectivas do capitalismo em crise

Sergio Barroso *

(III) Minsky e a derrota dos bancos centrais Nos argumentos para essa série de artigos acerca das razões dos impasses extremos do capitalismo vivente da crise sistêmica atual, associamos também o da “decomposição da economia política neoclássica”.  A. Sérgio Barroso
Vimos repetindo tratar-se de imensa falsificação do discurso oficial dos EUA sobre a sua “recuperação” econômica, assim como da persistência da grande crise iniciada em 2007 sem horizonte de resolução, agravando continuamente a possibilidade de retomada da economia mundial. Denunciamos a sistêmica deflação (queda acentuada nos preços) como parte integrante depressão (central) que assola a economia mundial, conforme distintas interpretações e correntes teóricas não liberais (neoclássicas). 

Por exemplo: Barry Eichengreen, ex-economista chefe do FMI – isto mesmo! -, assim apresentara uma comparação gráfica entre a anterioridade imediata da Grande Depressão (1930) e o início da grande crise atual (2008); de como se esboçava a tendência desta crise em curso:

PIB mundial na década de 1930 e atualmente

A partir do instigante artigo “Revivendo a crônica de duas depressões” (2009), B. Eichengreen e K. O’Rourke concluíram que o mundo estava passando por um choque econômico “tão grande quanto o choque Grande Depressão de 1929-30”; o que não podia ser visto superficialmente apenas pela situação dos EUA, pois isso seria “negligenciar como alarmante é a situação atual, mesmo em comparação com 1929-1930”. Perguntaram a seguir estes economistas se “a resposta política” dada pelos bancos centrais e Estados enfrentaria os problemas. (ver aqui: http://www.voxeu.org/article/tale-two-depressions-redux)

Outrossim, observe-se as grandes depressões de 1873-96 e 1929-39 tiveram condicionalidades, circunstâncias e traços históricos diferentes da grande crise capitalista irrompida em agosto de 2007. Por exemplo, a nova marcha depressiva hoje não se relaciona diretamente como aquela da assunção da II Revolução Industrial, cujo progresso técnico impulsionou o sistema à etapa monopolista e catapultou a posição do grande capital industrial e financeiro no alvorecer do século XX - cresceram as corporações industriais e financeiras, o emprego e a renda. De outra parte, o sistema socialista (“real”) construído em torno da União Soviética, nos anos 1930 passou praticamente incólume às labaredas da Grande Depressão. Especialmente, a extensão e a profundidade da internacionalização dos circuitos monetário-financeiros eram à época “diminutas”, em relação aos tempos vividos nestes precedentes 40 anos.
Fracasso completo da economia política “neoclássica”
Como se respondessem seis anos depois à questão de Eichengreen e O’Rourke, há pouco mesmo, entre o velho cinismo e a “surpresa”, o Banco Central norte-americano (Fed) da doutora Janete Yellen e sua turma de mandachuvas escreveram na ata de setembro que: “a inflação não deve atingir 2% nem mesmo até o fim de 2018”. Ora, sabe-se que desde dezembro de 2008  a taxa de juros básica americana está próxima a zero; e há vários meses faz-se verdadeira campanha no desejo para que se elevasse a taxa de juros nesta reunião de setembro! Fracasso!
Mais: a medida de inflação preferida do Fed (o índice de preços de gastos pessoais do Departamento de Comércio) ficou abaixo de 2% por 40 meses consecutivos. Na verdade, os banqueiros do Fed estão sem alternativa: somam-se a inflação baixa mais, recente alta do dólar (preços dos produtos importados para baixo), a queda nos preços do petróleo e outras commodities. Além disso, dados sobre o emprego, divulgados seguindo a reunião mostram que as contratações do setor privado “desaceleraram em agosto e setembro”, recolocando amis uma vez novas incertezas sobre os rumos da economia americana.

Um dia antes das informações do Fed, o Banco de Inglaterra decidiu manter a taxa básica de juro em 0,5% ao ano, justificando como novo problema o desaquecimento da economia do país, e externamente, “especialmente dos emergentes”. Também na ata da última reunião do BCE (Banco Central Europeu, lê-se: “os riscos de queda da inflação intensificaram-se durante o verão” (no hemisfério Norte). Já o banco Central do Japão traça “cenário mais pessimista foi notado no comunicado da decisão do Banco do Japão (BoJ)”, dois dias antes do anunciado na ata do Fed. 

Contudo, observe-se na referência gráfica abaixo, da insuspeita agência americana Bloomberg, como a questão da deflação atinge muitos países e é fenômeno que se arrasta e se agrava.



Minsky, instabilidade financeira e a fábula neoclássica


Uma das ideias que enxergo das mais importantes de Hyman P. Minsky, fecundo economista norte-americano discípulo de Keynes e Schumpeter, diz respeito ao efeito das chamadas inovações financeiras, relacionadas ao crédito e a consequente possibilidade da ampliação do investimento. Efetivamente “submersa” nos comentários entre temas relevantes de sua principal obra (“Estabilizando uma economia instável”, 1986), a questão para Minsky respeitava, na ânsia da ampliação dos lucros, à utilização rápida e a sua proliferação (por cópias; imitação) dessas inovações visando facilitar cada vez mais a ampliação do crédito e da liquidez, geralmente pela burla das restrições impostas às regras monetárias ainda instituídas.

Assim: a) a expansão dos lucros reforçaria as certezas das estimativas anteriores e realimentaria as expectativas futuras; b) o crescimento das dívidas das empresas tomadoras de crédito, submetidas às oscilações nas taxas de juros e câmbio, sofre o impacto da reversão da situação de criada na euforia dos lucros, e reverte-se do ponto de vista da situação das empresas com o aborto do ciclo. Dito de outra forma, para Minsky, no “boom” econômico, a explosão especulativa, o endividamento excessivo, a busca pela liquidez, o “pânico” ocorrem regularmente em qualquer economia monetária importante. São fenômenos estruturais que passaram a acompanhar a instabilidade das economias capitalistas - da época dos monopólios.
Nas certeiras palavras de Minsky: “a economia moderna não é instável porque está sempre enfrentando choque externos, como o ‘choque do petróleo’, guerras, ou surpresas monetárias, mas devido à sua própria natureza”. [1]

Em sua famosa “Hipótese da Instabilidade Financeira”, dizia serem duas as proposições fundamentais: a) os mecanismos de livre mercado não podem levar a um equilíbrio sustentado, com estabilidade de preços e pleno emprego; b) os ciclos de negócio são devidos à propriedades financeiras essenciais do capitalismo. E isto para ele estava em “agudo contraste com a síntese neoclássica”: a fábula em que, na ausência de choques externos a economia do livre mercado sempre gerará equilíbrio autossustentado com pleno emprego e preços estáveis (idem p. 194).
Horizontes sombrios, indagações
Pesquisador sistemático da economia mundial, o marxista indiano Prabhat Patnaik vaticinava em agosto último, que o capitalismo mundial parece destinado a um agravamento da crise. Após sete anos após o seu surgimento, a crise persiste “apesar de as taxas de juro dos EUA persistirem abaixo de zero [em termos reais]. Segundo o economista, a pressão do grande capital financeiro subida das taxas, que ase aproximaria, fará apenas agravara a crise. “O capitalismo hoje parece muito mais afundado na crise do que a maior parte das pessoas, incluindo mesmo muitos na esquerda, imaginam”, concluíra Patnaik. (ver aqui: http://peoplesdemocracy.in/2015/0809_pd/world-recession-set-worsen). 

De acordo ainda com Patnaik, constitui-se grave erro interpretar neoliberalismo como “uma mera política econômica”, pois, na verdade, o neoliberalismo é de fato uma mera descrição (e bastante má) de todo um conjunto de medidas que estãonecessariamente associadas à hegemonia da finança globalizada”. (ver aqui:peoplesdemocracy.in/2015/0517_pd/misconceptions-about-neo-liberalism).

Notas
[1] Ver: “Fed manteve juros por temor de que inflação não reaja”, Valor Econômico/Wall Street Journal, 09/10/2015. Ehttp://www.valor.com.br/financas/4263612/taxa-americana-tende-ficar-congelada-ate-1-tri-de-2016 
[2] Ver: “Estabilizando uma economia instável, - a inclinação natural das economias de mercado, complexas e globais, em direção à instabilidade”, H. Minky, Novo Século, 2013, Capítulo 8. A propósito, bom recordar Lênin: “a dominação do capital financeiro, ao invés de atenuar a desigualdade e as contradições da economia mundial, o que faz é acentuá-las”. Ou ainda, “O que é característico do imperialismo não é precisamente o capital industrial, mas o capital financeiro”. Ver: “O imperialismo, fase superior do capitalismo, Cap. VII.
[3] Este texto foi copiado de http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=7255&id_coluna=77
* Médico, doutorando em Economia Social e do Trabalho (Unicamp),
 membro do Comitê Central do PCdoB

https://www.facebook.com/aloisio.barroso.5?fref=ts 

sábado, 29 de agosto de 2015

A importância simbólica do gesto de Manu ao “matar” o Lula inflado

MANU É NOSSA HEROÍNA E UMA DE NOSSAS MENINAS SUPERPODEROSAS... PORRADA NOS COXINHAS LOSERS... Genial Manu, quero ver o dono do boneco que caluniava Lula aparecer para ser processado por calúnia, difamação, injúria e CORRUPÇÃO DE SONEGAÇÃO DE IMPOSTOS ("cadê a NOTA FISCAL?")!!!!




http://renatorabelo.blog.br/2015/08/29/a-importancia-simbolica-do-gesto-de-manu-ao-matar-o-lula-inflado/ 

Que você faz diante de um boneco que para você simboliza o que há de pior – preconceito, ignorância, vulgaridade, calúnia e achincalhe? A líder estudantil Manu Thomazielli descobriu uma resposta simples e eficaz: fura.
Por Paulo Nogueira*, no Diário do Centro do Mundo 
Reprodução
Boneco do Lula foi inflado no centro de SP, e acima a imagem do boneco já furado.
Boneco do Lula foi inflado no centro de SP, e acima a imagem do boneco já furado.
Manu, com a ousadia típica da juventude e de quem tem convicções, aplicou assim, com um furo, um contragolpe extraordinário nos extremistas de direita que estavam usando o boneco de Lula presidiário como um símbolo de sua campanha insolente contra a democracia.
Manu, que milita na União da Juventude Socialista, a UJS, virou instantaneamente, na tarde de sexta, uma vagaba comunista para os direitistas e uma heroína para os progressistas.
Isso ficou patente em sua conta no Facebook.
Folha publicou seu nome, e os revoltados descobriram sua página no Facebook.
Manu sofreu um linchamento virtual. Os insultos mostram, acima de tudo, a mente tumultuada dos militantes arquiconservadores.
O local escolhido pelos fanáticos foram os comentários sob a foto de perfil que Manu postou depois de furar o boneco. Nela, está abraçada a Lula.
Demorou algum tempo para que simpatizantes da causa de Manu fossem em seu socorro no Facebook.
Mas eles chegaram, e a polarização que domina hoje o país se reproduziu, em escala reduzida, na página de Manu.
A mensagem mais expressiva pró-Manu veio de uma amiga sua de UJS.
Ela avisou: “E se encherem o boneco a gente fura de novo.”
Eis aí a força maior do gesto de Manu. Ela deixou clara a vulnerabilidade do Pixuleco, uma fragilidade tão grande quanto seu tamanho.
Um furo e a festa acaba.
Tudo indica, por isso, que o Pixuleco morreu ontem.
Sobrou a zoeira típica da internet. O Sensacionalista anunciou que com a morte do boneco assume o Aécio de Papelão.
Um outro meme afirmou o seguinte. “Boneco inflado de Lula: 12 mil reais. Ver as minas da UJS acabar com a palhaçada: não tem preço.”
Entre as histórias, a maior delas ainda não confirmadas, em torno do episódio, uma é o retrato dos manifestantes.
O que contam é que os donos do boneco foram prestar queixa na polícia contra Manu por destruição de bem privado.
Um policial teria pedido a nota fiscal para formalizar a queixa. Mas cadê a nota fiscal?
Sonegação é um dos piores tipos de corrupção, mas isso parece ser um detalhe para os radicais da direita.
Para os progressistas, o gesto de Manu tem um forte significado simbólico. Finalmente alguém deu uma resposta, e que resposta, aos conservadores.
Manu deixou claro que não há motivo para os militantes progressistas ficarem de braços cruzados diante da escalada da extrema direita.
Sozinha, ela colocou de joelhos dezenas, centenas de fanáticos.
Duas fotografias contam tudo sobre a história.
Numa delas, está o boneco miseravelmente esvaziado.
Na outra, protegida por policiais da fúria dos revoltados, Manu aparece sorrindo, plácida, tranquila no meio do fragor que provocou.
Seu sorriso é de quem cumpriu uma missão, e muito bem.
Era como se ela dissesse aos que vociferavam xingamentos, como o grande general romano Mário diante de um bárbaro que o desafiara para um duelo: “Estão com raiva? Se matem. Eu estou muito bem.”
Paulo Nogueira* é jornalista, fundador, diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

sábado, 4 de julho de 2015

Assine a Revista Princípios, o nº 136 traz o tema AMÉRICA LATINA Integrar, desenvolver, resistir.


Já está em circulação a edição 136 (maio/junho 2015) da revista Princípios. O tema de capa é a América Latina. A revista traz uma série de artigos e depoimentos que abordam resistência dos povos latino-americanos às investidas golpistas do imperialismo e aponta caminhos para reforçar a integração regional.

 A edição traz ainda diversas matérias sobre temas em debate no Congresso Nacional como a maioridade penal, a terceirização e o ajuste fiscal. As séries sobre a Revolução Russa, a Guerra da Coreia e a crise dos partidos continua nesta edição, que traz também uma homenagem ao escritor uruguaio Eduardo Galeano, falecido no último mês de abril.

Visite o site da revista Princípios: http://www.revistaprincipios.com.br

Para assinar a revista, entre em contato com a editora Anita Garibaldi:

Editora Anita Garibaldi - Rua Amaral Gurgel, 437

Vila Buarque - CEP 01221-001 - São Paulo/SP - Telefone/Fax: (11) 3129-3438

E-mail: livraria@anitagaribaldi.com.br
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Confira, abaixo, o sumário desta edição:

Editorial

América Latina: integração regional com soberania e desenvolvimento

Capa

Álvaro Linera: “Até aqui avançamos”

Trechos do discurso no 20o Foro de São Paulo

Cuba fala na Cúpula das Américas: resgate histórico

Trechos do discurso do presidente Raúl Castro

Venezuela enfrenta tentativas golpistas da oposição sem titubear

Max Altman

Argentina: apenas novas mudanças podem proteger o que já foi conquistado

Jorge Alberto Kreyness

A economia no projeto kirchnerista

Juan Santiago Fraschina

O Brasil deve dar início a um novo ciclo de política externa altiva e ativa

Ricardo Alemão Abreu e Rubens Diniz

A Bolívia pós-eleições: erigir o Estado Plurinacional

Ignacio Mendoza Pizarro

Lula: ser contra a integração sul-americana é atraso político

Cláudio Gonzalez

Teoria

Pós-modernidade, globalização e crise dos partidos políticos - Parte 2

Antônio Levino

História

A guerra de libertação da Coreia: 1950-1953 - Parte 2

Raul Carrion

70 anos da vitória dos povos contra o nazismo

Socorro Gomes

Pequena história de um século da Grande Revolução de Outubro - Texto 3

Bernardo Joffily

A atualidade do legado de Lênin

Marly de A. G. Vianna

Economia

Governo Dilma: breve balanço de sua política econômica e a necessidade do ajuste fiscal

Lecio Morais

Brasil

TERCEIRIZAÇÃO: um velho fantasma

Tamara Naiz Silva

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL: Falsa solução no combate à violência

Alice Portugal

Homenagem

Eduardo Galeano e as mãos da memória

José Carlos Ruy

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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Comitê Central elege Luciana Santos presidenta nacional do PCdoB

Tom Dip
Conferência definiu os rumos para enfrentar a crise política e economia. Fotos: Tom DibConferência definiu os rumos para enfrentar a crise política e economia. Fotos: Tom Dib

Num clima de grande disposição de luta para enfrentar os desafios da atual conjuntura política e econômica do país, a direção nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) elegeu Luciana Santos para a presidência nacional do partido, neste domingo (31).


Luciana, que é deputada federal pelo estado de Pernambuco, foi eleita presidenta nacional pela maioria dos votos da direção do Comitê Central.

“O rico legado deixado pelo presidente Renato Rabelo e o clima de confiança e responsabilidade coletiva demonstrado nos debates dão ao Comitê Central a segurança de saudar e ratificar tal decisão, que por muitos méritos é histórica para o PCdoB”, afirma a resolução do Comitê Central, que também aprovou o nome de Walter Sorrentino como vice-presidente.


Muito aplaudida pelo plenário, em seu primeiro discurso como presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos destacou: “Somente o socialismo é capaz de sustentar a soberania da Nação e a valorização do trabalho, no esforço comum de edificação de um país soberano, democrático, solidário... Apenas o socialismo é capaz de se contrapor aos valores inspirados pelo capitalismo. Neste momento em que a disseminação do ódio, da intolerância e de preconceitos das mais diversas origens se manifesta com vigor na nossa sociedade é preciso termos claro que só o socialismo é capaz de fazer contraposição ao individualismo e a todas as mazelas atreladas à lógica do lucro e da busca desenfreada pelo capital”.

Quem é Luciana


A deputada federal Luciana Santos ocupava a vice-presidência do PCdoB desde novembro de 2009, quando foi eleita no 12º Congresso. Ela integra o Comitê Central desde 2001. Formada em engenheira elétrica, Luciana vem de uma família progressista, na qual seu pai se destacou com larga militância comunista. Tem uma trajetória de dedicação ao PCdoB.


Tem 49 anos de idade, 30 de militância política, e 27 anos de militância no PCdoB, oriunda da escola da militância juvenil. Concorreu pela primeira vez a um cargo público, em 1992, como candidata a vereadora em Olinda. Assumiu dois mandatos de deputada estadual em Pernambuco. Em 2000 foi eleita prefeita de Olinda, e reeleita em 2004 no primeiro turno.

Assumiu a secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do estado, em 2009. Eleita deputada federal em 2010 e reeleita em 2014, assumiu a liderança da bancada comunista já no segundo ano de seu primeiro mandato.

Rumos

A resolução também referendou as decisões aprovadas pelos 324 delegados participantes da 10ª Conferência Nacional do PCdoB.


“As resoluções adotadas na 10ª Conferência Nacional verificam a vontade e a linha de ação dos comunistas para forjar uma ampla frente de forças políticas e sociais, democráticas, patrióticas e progressistas com o papel destacado da esquerda, em defesa da democracia e do mandato da presidenta Dilma; contra a corrupção e pelo fim do financiamento empresarial de campanhas eleitorais; em defesa da Petrobras, da engenharia e economia nacional, e pela retomada do crescimento econômico, garantia dos direitos trabalhistas e sociais”, enfatiza a resolução.


Além das lideranças do partido, como o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo; as líderes de bancada na Câmara e no Senado, Jandira Feghali e Vanessa Grazziotin, respectivamente; do vice-prefeito de Recife, Luciano Siqueira, a mesa de encerramento da conferência contou com a participação do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e do líder do governo na Assembleia de Pernambuco, Waldemar Borges (PSB).

O ministro Aldo Rebelo fez uma análise sobre o atual momento da política brasileira. “Eu olho para o horizonte do nosso partido e do nosso país, em meio as turbulências da conjuntura atual, com muito otimismo porque olho também para o passado. Vejo algo confortador que é a capacidade dessa democracia resistir aos seus impetuosos inimigos. Se ela não resistisse ela não seria digna desse nome”, destacou o ministro.


Para Aldo, a democracia resiste a todas essas turbulências internas e externas, “dos que procuram sabotar não os defeitos, que são grandes, mas as virtudes desse processo democrático, principalmente as virtudes que ampliam a soberania do país”.

Ele completou: “Devemos analisar este processo também como uma prova do que está sendo construído, que se demostra forte. Portanto, olhemos para o futuro que vai sendo construído com as provas do presente, mas, principalmente, com os êxitos do passado. O futuro será possível porque esse presente tornou possível com a nossa luta”.

Homenagem a Renato


A conferência também fez uma justa homenagem ao dirigente Renato Rabelo que passa o cargo para Luciana Santos que fez questão de ressaltar os avanços obtidos pelo PCdoB sob a direção de Renato.


Luciana “Recebemos das tuas mãos um Partido Comunista forte e influente, contemporâneo... Recebemos um partido que constrói, zela, defende sua unidade de ação, pois sabe que ela é uma das principais condições de sua força”, pontuou a presidenta do PCdoB. Finalizando, Luciana completou: “Tuas atitudes, Renato, demonstram a essência, a matéria de que és constituído”.

A homenagem a Renato Rabelo, que ocupou a presidência do PCdoB de 2001 a 2015, também contou a presença de familiares e com a apresentação de um vídeo resgatando a sua trajetória de luta à frente do partido.


Sob o coro da música "Canção da América", de Milton Nascimento, cantado pela sambista Leci Brandão, que é também deputada estatual pelo PCdoB de São Paulo, o plenário aplaudiu de pé Renato Rabelo.


Dayane Santos, do Portal Vermelho

Fonte: Portal Vermelho ( http://www.vermelho.org.br/noticia/264902-1 )
 

Homenagem a Renato Rabelo encerra 10ª Conferência do PCdoB


http://www.vermelho.org.br/tvvermelho/noticia/264904-146
 

A emoção das homenagens a Renato Rabelo e posse de Luciana Santos marcou o domingo, último dia da Conferência, que também aprovou as tarefas comunistas para o próximo período. Veja a reportagem de Joanne Mota, com imagens de Clécio Almeida e edição de Cezar Xavier.

FONTE:  www.vermelho.org.br

www.vermelho.org.br



sábado, 30 de maio de 2015

Transmissão ao vivo da 10ª Conferência Nacional do PCdoB

TRANSMISSÕES JÁ ENCERRADAS EM 31/052015...
Mais informações podem ser obtidas nos links abaixo do Portal Vermelho:

 A esquerda bem informada


Leia nosso Projeto de Resolução, nele discutimos a construção de uma “frente ampla em defesa do Brasil, do desenvolvimento e da democracia” e ainda o rechaçamos o golpismo da direita, “desmascarando a pregação de um impeachment” contra a presidenta da República, reeleita democraticamente nas eleições de 2014.  


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Transmissão ao vivo da 10ª Conferência Nacional do PCdoB

http://www.vermelho.org.br/  
TV Vermelho transmite ao vivo a 10ª Conferência Nacional do PCdoB

A 10ª Conferência Nacional do PCdoB aontecerá de sexta (29) a domingo (31) na Unip, na capital paulista, para delegados e convidados. E democratizando a informação, na internet teremos a transmissão ao vivo pela TV Vermelho e por este blog para os interessados em acompanhar os debates.  

A abertura do evento estava marcada para iniciar às 15 horas desta sexta-feira (29) com o pronunciamento do Presidente Nacional, Renato Rabelo, seguindo de intervenções dos delegados. Mas com a confirmação da presença da Presidenta Dilma Rousseff, na conferência de posse da nova presidenta do PCdoB Luciana Santos, o início foi adiado para as 18h de sexta (29).


O credenciamento se dará a partir das 13 horas na entrada do teatro da Unip (Campus Bacelar - Av. José Maria Whitaker, 373 - Vila Clementino - SP/SP).

segunda-feira, 30 de março de 2015

PCdoB, 93 anos: A difícil construção de uma direção comunista

Por José Carlos Ruy *

Na comemoração dos 93 anos do Partido Comunista do Brasil, é necessário lembrar o esforço pela construção da direção comunista, enfrentando debates internos, interferências internacionais e sobretudo a feroz repressão policial.

A aceitação pelo 10º Congresso do PCdoB (Rio de Janeiro, dezembro de 2001) do pedido feito por João Amazonas para não ser reconduzido à presidência nacional do Partido e a eleição de Renato Rabelo para aquele posto, culminou um longo processo de desenvolvimento histórico de formação de uma direção comunista no Brasil. 


A tranqüilidade e normalidade da transmissão do cargo indicaram, naquele ato simbólico, a consolidação daquele processo que, ao longo das décadas anteriores, enfrentou muitas turbulências. 


O presidente nacional é o principal dirigente dos comunistas, cargo antes designado como secretário geral ou secretário político. É a culminância de uma cadeia de comando que, sendo coletiva, representa as vicissitudes e virtudes enfrentadas pelo conjunto da direção partidária. Seu desenvolvimento até consolidar-se numa direção estável enfrentou obstáculos variados. Entre eles se destacam uma forte influência externa; uma concepção rígida da disciplina partidária que tolhia o enfrentamento equilibrado de divergências no seio do Partido, particularmente nos quadros da direção nacional; e principalmente a violência da repressão política que vitimou inúmeros dirigentes comunistas e provocou forte descontinuidade na direção. 


Primeiros tempos 


A primeira direção do Partido Comunista do Brasil, eleita no Congresso de fundação, em 25 de março de 1922, era formada por cinco titulares: o secretário geral Abílio de Nequete, mais Astrojildo Pereira, Antônio Canellas, Luiz Peres, Cruz Júnior, e os suplentes Cristiano Cordeiro, Rodolfo Coutinho, Joaquim Barbosa, Manoel Cendón e Antonio de Carvalho. 


Aquele punhado de dirigentes representava o núcleo originário do movimento comunista no Brasil, formado por 73 revolucionários espalhados pelo país. Era uma direção ainda frágil, que teve duas baixas logo nos primeiros meses, a de Cruz Júnior e, principalmente, a do secretário geral: Nequete foi preso na repressão ao levante tenentista de 5 de julho de 1922 e, ao ser solto, renunciou ao cargo dirigente e afastou-se do partido. Astrojildo Pereira passou então a ocupar a secretaria geral, função que manteria ao longo daquela década. 

Embora pequeno e enfrentando a repressão, o Partido manteve uma vida relativamente normal, e realizou com regularidade seus Congressos que tiveram números de participantes reveladores de sua ainda limitada dimensão física: 17 delegados no 2º Congresso (1925), e 31 no 3º (1928). 


Mesmo assim, enfrentou algumas perdas importantes. A primeira foi o afastamento de Antonio Canellas, cujo comportamento inadequado durante o 4º Congresso da Internacional Comunista (1922), em Moscou, resultou na admissão do Partido brasileiro como mero simpatizante naquela organização internacional. Canellas não aceitou as críticas que recebeu da direção e acabou expulso em dezembro de 1923. 


A outra perda resultou da Dissidência sindicalista liderada por Joaquim Barbosa e Rodolfo Coutinho. Contrários à formação da Confederação Geral dos Trabalhadores do Brasil e à aproximação com o líder tenentista Luiz Carlos Prestes; eles abandonaram o Partido em maio de 1928. 


As coisas começaram a mudar na passagem entre as décadas de 1920 e 1930. Em fevereiro de 1929 Astojildo viajou para Moscou, onde permaneceu até janeiro de 1930. Foi substituído interinamente na secretaria geral por Cristiano Cordeiro (que ficou alguns meses) e, depois, por Paulo Lacerda, que também permaneceu por poucos meses. Leôncio Basbaum (que naquela época era um importante dirigente partidário) conta que em maio de 1929 a direção foi assumida por uma troika, como se dizia então, formada por ele, Paulo Lacerda e João da Costa Pimenta. 


Quando Astrojildo voltou trouxe a nova orientação recomendada pela Internacional Comunista – a proletarização do Partido, aqui logo compreendida como o reforço da presença diretamente operária. 


Assim, no início de 1930 o Comitê Central decidiu diminuir o número de intelectuais na direção. Em novembro daquele ano, por influência direta do Bureau Sul Americano da Internacional Comunista (sediado em Buenos Aires), Astrojildo foi afastado da secretaria geral (acusado de resistir à política de proletarização), tendo início um longo período de instabilidade na cúpula comunista. 


Desde janeiro de 1931 a secretaria geral foi ocupada por Heitor Ferreira Lima, que acabara de voltar de Moscou, onde foi um dos primeiros brasileiros a freqüentar a Escola Leninista. Em junho daquele ano, por orientação do Bureau Sul-Americano, ele foi transferido para o Nordeste, sendo substituído por Fernando Lacerda. 


A instabilidade que se estabeleceu na direção partidária resultou do inadequado enfrentamento de questões internas e também da perseguição policial que levou, no final de 1931, à decisão de transferir o Comitê Central para São Paulo. 

Basbaum descreve reuniões do Comitê Central realizadas sob a direção de Fernando Lacerda que contrariavam as normas estatutárias, em nome da proletarização. Ele conta como Cina, companheira de Lacerda e recém filiada ao Partido, forçava sua própria participação nas reuniões, “por ser proletária”. E, com o mesmo argumento, trazia militantes da base para aquelas reuniões, para compor maiorias favoráveis às suas teses. Isso durou até que o Comitê Central decidiu proibir formalmente a convocação de militantes que não eram membros da direção. 


Esta instabilidade se traduziu numa série de seis secretários gerais efêmeros que estiveram à frente do Partido naqueles anos. Depois de Heitor Ferreira Lima e Fernando Lacerda, o cargo foi ocupado pelo metalúrgico José Vilar, pelo gráfico Duvitiliano Ramos, pelo padeiro José Caetano Machado e pelo tecelão Domingos Brás. 

Foram seis secretários gerais entre janeiro de 1931 e julho de 1934, quando Antonio Maciel Bonfim (o “Miranda”) foi eleito para o cargo na 1ª Conferência Nacional. Em média os mandatos daqueles seis dirigentes tiveram duração de sete meses. 


A normalidade almejada com a eleição de Bonfim não aconteceu, entretanto. A intensa repressão anticomunista foi acentuada a partir do levante da Aliança Libertadora Nacional, em novembro de 1935. Ela praticamente destroçou o Partido, prendendo e dispersando seus dirigentes. 


Quando Bonfim foi preso em janeiro de 1936 a secretaria geral foi assumida por Honório de Freitas Guimarães (“Martins”) e, depois, por Lauro Reginaldo da Rocha (“Bangu”). 


E, devido à repressão, a direção nacional foi transferida para Pernambuco e depois para a Bahia. 


Comunistas foram presos em todo o território nacional. No início da década de 1940 já não existia uma direção nacional organizada. Em agosto de 1941 foi realizada em Salvador a Conferência do Nordeste, um esforço de formar uma direção que abrangesse aquela região. Durou pouco: em dezembro a maioria de seus membros foi presa e aquela direção regional também deixou de existir. 


Um novo núcleo dirigente 


Embora a repressão policial tivesse desarticulado a direção nacional, a bandeira comunista continuou a tremular em agrupamentos sobretudo no Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. 

Entre o final de 1942 e o início de 1943 um grupo de dirigentes começou a articular no Rio de Janeiro a Comissão Nacional de Organização Provisória (CNOP) para reconstruir a direção do Partido Comunista do Brasil. 


Foram eles que convocaram e organizaram a 2ª Conferência Nacional - chamada “Conferência da Mantiqueira” - onde aquela nova geração de dirigentes passou a fazer parte do novo Comitê Central. 


Entre eles estavam Diógenes Arruda, João Amazonas, Maurício Grabois, Amarílio Vasconcelos, Pedro Pomar, Mário Alves. Luiz Carlos Prestes, que estava preso, foi eleito secretário geral; nessas condições o cargo foi ocupado interinamente por Jose Medina Filho e, depois, por Álvaro Ventura. 


Começava então um novo período na história do Partido, que saiu reorganizado daquela conferência e conseguiu se fortalecer nos anos seguintes, principalmente depois de 1945, com o final do Estado Novo. Teve então um fulgurante protagonismo, ampliando o número de filiados e sua inserção entre o povo. Elegeu uma bancada de 14 deputados e um senador para a Assembléia Constituinte, além de obter 9% dos votos para presidente da República. 


Juntamente com Prestes, que assumiu a secretaria geral assim que saiu da prisão, beneficiado pela anistia política de 18 de abril de 1945, os principais dirigentes daquele processo de retomada iniciado com a Conferência da Mantiqueira constituíram um núcleo de direção mais sólido que o das décadas anteriores. Ele era resultado da cultura política comunista que se desenvolveu no país desde a fundação do Partido. E também do processo democrático que o país vivia. 


Aquele foi o núcleo que esteve à frente do Partido durante quase todo o período que vai de 1943 à reorganização de 1962. A legalidade durou pouco: o registro do Partido foi cassado pelo TSE em 7 de maio de 1947 e os mandatos dos parlamentares comunistas foram cassados em janeiro de 1948. 


A perseguição aos comunistas impediu durante uma década o funcionamento dos organismos de direção partidária, cuja normalidade só foi retomada em 1958 quando o governo suspendeu a ordem de prisão expedida em 1948 contra Prestes e vários outros dirigentes nacionais. 


Mas foi uma retomada em condições difíceis. Naquela ocasião a luta interna no Partido havia avançado muito, particularmente entre os dirigentes. Ela se aprofundou depois que o 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética adotou uma orientação baseada na coexistência pacífica com o imperialismo e na pregação da via pacífica para o socialismo. 


E se aprofundou, opondo os partidários da orientação revisionista vinda de Moscou ao grupo dos dirigentes que mantinham suas convicções revolucionárias. 


O desenlace daquele embate foi a reorganização do Partido Comunista do Brasil em fevereiro de 1962. 


Aquele foi um processo traumático para a direção partidária, ao longo do qual os dirigentes que recusavam a orientação revisionista - entre eles João Amazonas, Maurício Grabois e Pedro Pomar - foram militantes da base afastados inicialmente da Comissão Executiva e depois do Comitê Central. 


A reorganização de 1962 


Uma nova etapa se iniciou com a reorganização do Partido Comunista do Brasil em 1962. Era então um partido pequeno. Calcula-se que tivesse, no máximo, 1.500 militantes. O Comitê Central eleito em fevereiro de 1962 era composto por 25 membros, dos quais 11 haviam sido eleitos no 5º Congresso em 1960. antes portanto da reorganização. ^ 

O secretariado era formado por Amazonas, Grabois, Pomar, Carlos Danielli e Calil Chade. A grande novidade introduzida pela Conferência foi, segundo depoimento de Dynéas Aguiar, a abolição da figura do secretário-geral e a afirmação do caráter colegiado da direção, embora Amazonas sempre fosse reconhecido como o dirigente principal. 


Naqueles anos, o Partido estava organizado no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Ceará e na Bahia e seu contingente foi reforçado pela incorporação da Ação Popular Marxista Leninista cujos militantes se filiaram ao Partido a partir de 1972, tendo alguns de seus dirigentes sido incorporados ao Comitê Central. 


Houve também a incorporação de militantes de outras organizações, como o Comitê Estadual da Maioria Revolucionária do PCB na Guanabara, que rompeu com o PCB, de militantes originários do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, membros das Ligas Camponesas e de outras organizações. 


Aquele foi também um período de turbulências e cisões. As exigências da segurança se acentuaram desde o início da ditadura militar de 1964 e o crescimento da perseguição policial. Ficou difícil a circulação, mesmo entre os dirigentes nacionais, de informações sobre as providências que vinham sendo tomadas para implantar os núcleos de guerrilha no campo, indicados pela linha política aprovada na 6ª Conferência (1966) e que levaram à Guerrilha do Araguaia. 


Daí a impaciência de muitos, que chegavam a acusar o Partido de passividade. No Nordeste um grupo rompeu com o Partido em 1966 e criou o Partido Comunista Revolucionário (PCR). No ano seguinte, foi a vez da chamada Ala Vermelha, formada por um grupo de militantes com influência na Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. 


O dano causado pela feroz repressão policial provocou prejuízos profundos, cujos efeitos se prolongaram por muitos anos principalmente porque ceifou uma parte importante de uma geração de dirigentes. 


Em 1972 a repressão assassinou sob tortura dois membros do Comitê Central - Lincoln Oest e Carlos Danielli. Em 1973, foram assassinados também sob tortura Luís Guilhardini e Lincoln Bicalho Roque, e Maurício Grabois tombou em combate no Araguaia. Em 1974 e 1975, a repressão assassinou (também sob tortura) Ruy Frasão e Armando Frutuoso (dado como “desaparecido”). Em 1976, na Chacina da Lapa, foram assassinados Pedro Pomar, Ângelo Arroyo e João Batista Drummond, enquanto Elza Monnerat, Aldo Arantes, Haroldo Lima e Wladimir Pomar foram presos. 


Outra perda relacionada à Chacina da Lapa, foi a traição de Jover Teles, que entregou para a repressão seus camaradas de direção. 


Isto é, na década de 1970 foram assassinados 11 membros do Comitê Central, três foram presos, um traiu e outro faleceu (Diógenes Arruda Câmara, em 1979, devido a males adquiridos em consequência das torturas que sofreu quando encarcerado). Além disso cerca de 70 quadros partidários foram assassinados, principalmente na luta no Araguaia. 


As condições de segurança para a direção tornaram-se extremamente precárias. Desde dezembro de 1976 foi constituída uma direção partidária no exílio, formada por João Amazonas, Renato Rabelo, Diógenes Arruda e Dynéas Aguiar. Ainda no final da década de 1970 o Partido enfrentou a nova atividade fracionista e liquidacionista. 


Estado maior 


A longa trajetória comunista no Brasil, que alcança 93 anos, acumulou experiência política, prestígio entre o povo, admiração dos aliados e respeito dos adversários. 

Antonio Gramsci dizia ser possível construir um exército a partir de um pequeno grupo de oficiais. O Partido Comunista do Brasil construiu um Estado Maior composto pelos membros do Comitê Central, onde há ampla participação de operários, jovens, mulheres, negros, ao lado de experimentados dirigentes comunistas. 


É a culminação de uma longa construção histórica voltada para a conquista da democracia e do socialismo em nossa terra.. 


Desde 1922, o passado e o futuro na mesma luta


O Partido Comunista do Brasil, que completa 93 anos de existência – sendo que mais de sessenta anos foram de clandestinidade imposta pelas ditaduras que enfrentou - teve quatro gerações de dirigentes, marcadas, cada uma, pelo dirigente principal e elas tarefas históricas enfrentadas em cada momento do desenvolvimento do partido. 


Estiveram à sua frente, inicialmente no cargo de Secretário Geral e, mais recentemente, na Presidência Nacional, personalidades como Astrojildo Pereira, Luiz Carlos Prestes, João Amazonas e, hoje, Renato Rabelo. 


Estes “quatro núcleos dirigentes conduziram o Partido ao longo da sua existência. Cada um deles liderou o coletivo militante num conjunto de lutas que resultou em inestimável patrimônio de contribuições ao povo brasileiro”, diz o documento PCdoB: 90 anos em defesa do Brasil, da democracia e do socialismo, aprovado para as comemorações do 90º aniversário do Partido, em 2012. 


A quarta geração de dirigentes - a atual, sob a batuta de Renato Rabelo desde o 10º Congresso, em 2001 - enfrenta o desafio da nova luta pelo socialismo no século XXI e busca definir o rumo e o caminho da luta contemporânea. Defende a modernização democrática, o desenvolvimento nacional e a plena soberania nacional do Brasil, lutas que são parte de outra, de caráter estratégico e avançado – a luta pela abertura do período de transição para o socialismo. 


* Jornalista, editor da Classe Operária, membro da Comissão Nacional de Comunicação e do Comitê Central do PCdoB; é da Comissão Editorial da revista Princípios


FONTE PORTAL VERMELHO: