Revista Princípios Digital

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Esquerdismo, doença infantil do comunismo

Ainda sobre todo o debate que travamos sobre a “polêmica da aliança com a chapa de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a nova mesa da Câmara dos Deputados”, debate este quase sempre fraterno e crítico, ainda fica a sensação que que precisamos nos debruçar mais sobre a questão da formação ideológica dentro do PCdoB. Formação esta que precisa ser compreendida como uma tarefa revolucionária, pessoal e ao mesmo tempo coletiva e cotidiana.


É nesta direção e neste sentido que o próprio partido e os militantes mais experientes, de forma justa, fraterna e tentando ser não dogmática, recomendavam à militância mais nova, o reestudo ou estudo  imediato e rápido do livro “Esquerdismo, doença infantil do comunismo”, para facilitar ou iniciar a compreensão da tática imediata e a colaboração teórica e prática de todos para a luta em questão.

Sabemos que é impossível evitar as dificuldades e as tarefas originais que o proletariado deve vencer e resolver para utilizar em seu benefício pessoas que procedem de meios burgueses, para alcançar a vitória sobre os preconceitos e a influência dos intelectuais burgueses, para debilitar a resistência do ambiente pequeno-burguês da Câmara dos Deputados e, posteriormente, para tentar transformá-la por completo.

Sabemos que é impossível construir a nova sociedade comunista com outra coisa que não seja o material humano que foi criado, educado e adestrado pelo capitalismo. É óbvio que, atualmente, sob o domínio da burguesia é muito “difícil” vencer completamente os costumes e hábitos burgueses no próprio partido, é “difícil” expulsar do partido os chefes parlamentaristas acostumados com os preconceitos burgueses e por eles irremediavelmente corrompidos; é “difícil” submeter à disciplina proletária o número absolutamente necessário, mesmo que numa quantidade bem limitada, de pessoas que procedem da burguesia. É muito “difícil” criar no parlamento burguês uma fração comunista plenamente digna da classe operária, é “difícil” conseguir que os parlamentares comunistas não se deixem levar pelas frivolidades parlamentaristas dos burgueses, e que se entreguem ao mais que essencial trabalho de propaganda, agitação e organização das massas. Não há dúvida de que tudo isso é incomparavelmente mais difícil num Brasil, onde a burguesia, e as tradições pseudo democrático burguesas e em alguns casos as tradições ainda coloniais e escravistas são muito mais fortes.

Todas essas “dificuldades” que vivemos hoje são, na verdade, pueris se as compararmos com as tarefas exatamente da mesma espécie que o proletariado terá de resolver inevitavelmente para triunfar, durante a revolução proletária e depois de tomarmos o Poder. 

Se os camaradas não aprenderem agora a vencer estas dificuldade que são até pequenas, pode-se dizer com segurança que ou não estarão em condições de instaurar uma ditadura do proletariado, e não poderão subordinar e transformar em grande escala os intelectuais e instituições da burguesia. Ou pior, serão obrigados a terminar de aprender a toda velocidade, e essa pressa os fará causar grandes danos à causa proletária, cometendo o maior número de erros que os que comumente cometeriam, dar mostras de debilidade e incapacidade acima do normal, etc., etc.

As ideias e relações estabelecidas acima não são minhas, são basicamente do camarada Lênin e de todos em que ele se baseou para elaborá-las até o ponto em que nos encontramos. É nesta direção e neste sentido que, de forma não dogmática, recomendo novamente, a leitura, ou releitura, estudo ou reestudo do livro “Esquerdismo, doença infantil do comunismo”, bem como o estudo sistemático e cotidiano de todos os clássicos de Marx, Engels e Lênin para podermos tentar compreender na teoria e na prática seu método! O método Marxista-Leninista!


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